terça-feira, 31 de maio de 2016

#Dias Perfeitos

heey seus lindos tudo bem?? Como passaram fim de semana e feriado??
Espero que tenham aproveitado bastante e agora vamos comemorar que depois de anos finalmente estamos chegando em Junho \O/
E já vamos entrar no mês novo com resenha nova né!!
O livro que me tirou o sono e acho que roí algumas unhas: Dias Perfeitos


Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras

"Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional."

Sabe aquelas promoções que você bate o olho e não consegue deixar ela passar?? Então, aproveitando a promoção da editora, eu sai da livraria depois de um loongo jejum de compras de livros para sair da livraria com um livro que foi chocante da primeira até a ultima pagina.
Alias, ainda já adianto que não me recuperei completamente do final dele ainda.

Téo é um jovem solitário, mas mais do que isso, ele não se importa em ser solitário, ele gosta de estar sozinho e não tem real empatia por ninguém. É um dos melhores alunos da sua classe de medicina e tem fascínio pelos cadáveres nas aulas de anatomia e sente um estranho prazer durante os momentos de dissecação, e o mais estranho, ele passa a desenvolver um certo carinho por um dos corpos, que ele carinhosamente chama de Gertrudes e realmente a trata como se fosse alguém próximo a ele. 
Ele passa boa parte do tempo também cuidando de sua Mãe que é paraplégica, mas mesmo assim, sua ligação com ela é limitada a esses cuidados. Mas foi graças a insistência dela que ele acaba indo a uma festa e conhece Clarice, e é ai que as coisas realmente mudam para sempre.  

"Não gostava de ninguém, não nutria nenhum afeto para sentir saudades: simplesmente vivia."

Téo é um personagem com todo o perfil psicológico muito bem trabalhado para ser aquela pessoa apática, mas que quando menos se espera mostra quem ele é de verdade e ele vai se tornando mais e mais assustador com o passar dos capítulos e  ao mesmo tempo, ele te prende a leitura de uma maneira unica e varias vezes eu me sentia totalmente encurrala pelos pensamentos dele e só consegue parar de pensar nele, quando finalmente o livro acabou e eu fiquei meio desorientada depois.

Clarice já é totalmente o oposto. Ela é uma pessoa de espirito totalmente livro, que esta cheia de planos para poder escrever seu novo roteiro de cinema, e  por acaso, conheceu Téo em uma festa. E no momento em que Téo a conhece, ele cria uma especie de obsessão por ela e por tudo que ela faz e começa então um plano para poder tornar ela sua, e pra isso, ele não se importa com os métodos.
Ela é um contra peso muito importante no livro, porque, enquanto somos presos a mente totalmente racional de Téo, Clarice é a pessoa de humores variados, que diz o que pensa o tempo todo, acredita em horoscopo e mesmo assim, ela por si só é realente fascinante.
E agora esta nas mãos de Téo e ele esta disposto a dobrar o espirito dela, mas aos poucos, ele percebe que as coisas não serão como em seus planos.

"Aquela atitude acionou uma cadeia de pensamentos, bons e ruins, e o levou a uma verdade cáustica: ele jamais poderia deixar Clarice partir."

Eu realmente fiquei chocada com a intensidade deste livro. Com um thriller psicológico verdadeiramente bem elaborado, cenas chocantes e momentos de real insensatez, não demorou mito e este se tornou uma dos livros mais incríveis que eu li este ano, e agora eu estou precisando ler todos os outros livros do Raphael e já me avisaram que não ficarei decepcionada com nenhum deles.

E é só por hoje amoores!
Até breve <33
#Lih_Maria

domingo, 29 de maio de 2016

#A Viagem do descobrimento

Heey seus lindos tudo bem?? Todo mundo aproveitando o feriado??
Espero que sim!!
Então, sobe o livro de hoje, o titulo por si só já revela seu conteúdo. Então pra vocês: A Viagem do descobrimento - Um olhar sobre a expedição de Cabral.

Autor: Eduardo Bueno
Coleção: Brasilis 
Editora: Estação Brasil

"Embarque nas naus e caravelas da vasta frota comandada por Pedro Álvares Cabral. Circule por entre marujos lusitanos, pilotos árabes, astrólogos judeus e nobres ibéricos. Viaje com eles por mares tempestuosos, em meio a perigos desconhecidos ou calmarias enervantes. Saiba que forças políticas moviam a esquadra que chegou ao Brasil, mergulhando no mundo da Escola de Sagres e do misterioso infante D. Henrique, um herdeiro dos Cavaleiros Templários. A viagem do descobrimento, primeiro volume da coleção Brasilis, revisita os momentos inaugurais da história do nosso país descrevendo-os como a grande aventura que de fato foram. A partir de cartas, documentos e crônicas da época, assim como estudos de historiadores consagrados, o jornalista e escritor Eduardo Bueno narra com riqueza de detalhes a trajetória de homens que venceram seus limites em busca de um novo mundo. Lançada originalmente no final dos anos 1990, a coleção inaugurou um estilo leve, crítico e divertido de contar a história de nosso país."

Se tinha uma matéria que eu realmente gostava quando era criança, era historia, mas infelizmente, a parte sobre as navegações portuguesas até o então colocado como "descobrimento do Brasil" sempre era algo extremamente superficial e que era de pouca atenção por parte da maioria dos professores. E cá entre nós, a maioria das pessoas não gosta dessa parte da historia do Brasil, apesar de ser um dos momentos mais importantes da nossa historia por si só, afinal, foi o momento em que deixamos de ser uma massa de terra misteriosa nos mapas até então desenhados e passamos a fazer parte do mundo.

De maneira didática e com uma leitura extremamente dinâmica, Eduardo trás a historia antes da nossa própria historia de maneira que acabamos conhecendo um pouco mais sobre as pessoas por trás do "Terra a Vista", desde a monarquia portuguesa, que foi outrora poderosa por seus sucessos em conquistas marítimas, conquistando assim uma fama poderosa na Europa do Séc XVI, entrou também em uma silenciosa competição com as expedições espanholas.

Somos apresentados também a uma das figuras mais importantes de todas: uma nova imagem sobre quem foi de verdade Pedro Alvares Cabral e como ele foi parar dentro do grande navio que ancorou pela primeira vez em terras tupiniquins a tantas luas atras. Somos apresentados também ao fato de que nossas terras foram colocadas em um mapa tratado tão secretamente que se tornou objeto de cobiça entre piratas.

"A seis léguas (ou cerca de 40 quilômetros) da costa, a armada lançou âncoras. Elas mergulharam 34 metros no mar esverdeado antes de tocar o fundo arenoso.
Estava descoberto o Brasil."

Repleto de imagens, textos de rodapé com curiosidades e um glossário muito bem colocado, este livro é o primeiro de uma pequena coleção sobre a historia do Brasil, e não poderia ter vindo em hora melhor.
É uma leitura para aqueles que amam historia, para aqueles que querem conhecer agora nossa historia e também para aquela que querem perder aquele vicio do "ahhh mas historia do Brasil é chata".
Acreditem, cada pequeno momento é muito mais intenso dó que parece.

É só por hoje seus lindos!!
Até breve <33
#Lih_Maria

terça-feira, 17 de maio de 2016

#A Garota Sem Passado

Heey seus lindo tudo bem?? Como passaram o fim de semana??
Meu deus como eu ando sumida, deixa eu dar uma batida na poeira aqui!
Enfiim, aqui estou eu, com a resenha de um ótimo thriller: A Garota Sem Passado.

Titulo Original: Before he finds her
Autor: Michael Kardos
Editora: Arqueiro

"Num domingo de setembro de 1991, Ramsey Miller deu uma festa em casa para os vizinhos. Depois, assassinou a esposa e a filha de 3 anos. Todo mundo na pacata cidade de Silver Bay conhece a história. 


Só que todos estão errados. A menina escapou. Sob o nome falso de Melanie Denison, ela passou os últimos quinze anos escondida com os tios numa cidadezinha remota. Nunca pôde viajar, ir a uma festa na escola ou ter internet em casa, porque Ramsey jamais foi encontrado e poderia ir atrás dela a qualquer momento.
Mas, apesar das rígidas regras de segurança impostas pelos tios, Melanie se envolve com um jovem professor da escola local e engravida. Ela decide que seu filho não terá a mesma vida clandestina que ela e, para isso, volta a Silver Bay para fazer o que nem os investigadores locais, nem a polícia federal, nem o FBI conseguiram: encontrar seu pai antes que ele a encontre." 



Sabe aqueles livros que você olha, pensa em dar uma chance porque tudo nele chama a atenção e ai ele te joga no chão de tão incrível??
Então, aqui esta um belo exemplo disso.
Uma verdade é que a sinopse do livro é praticamente um resumo dele, mas claro, a complexidade de tudo que aconteceu é extremamente bem trabalhada no livro é escrita de maneira que vai prender você da primeira a ultima pagina e acredite, a tensão é algo constante e que quase não me sobrou unhas pra roer enquanto lia.

Contado quase de maneira jornalistica em alguns momentos, somos apresentados a um caso de assassinato que ocorreu em uma cidade pacata e que até hoje assombra a todos, onde um cidadão de bem chamado Ramsey Miller uma noite, apos dar uma festa em seu quintal e divertir a todos, assassinou brutalmente sua esposa e filha algumas horas depois que todos foram pra casa e simplesmente desapareceu.
Mas o que a maioria não sabe, é que a filha de Ramsey, esta viva e se lembra de tudo o que aconteceu.

Vivendo sobre um novo nome, Melanie Denison vive sob a supervisão quase opressiva de seus tios, que apesar de terem boas intenções e fazer de tudo para protege-la , esta ficando cada vez mais difícil se manter escondida, afinal de contas, ela agora é uma adolescente e esta decidida a viver uma vida diferente da que ela esta levando agora, já que desde a noite terrível em sua vida, ela passou os dias escondida do mundo, sendo um fantasma de uma nova pessoa.

"Tão bem intencionados, todos eles, e tão ingênuos..."

Melanie é uma garota geniosa, com uma personalidade muito marcante e que esta cansada de se esconder e ter medo de que a qualquer momento seu pai possa aparecer para poder terminar o que começou naquela fatídica noite. E agora, ela esta gravida e decidida a resolver de uma vez por todas todos os seus conflito com o passado, voltando a sua antiga cidade e descobrindo de uma vez por todas a verdade sobre o que levou seu pai a cometer tal crime e principalmente, prende-lo de uma vez por todas.
Mas a verdade é que certas coisas do passado quando mais perto de serem reveladas, mais perigosas se mostram, e algumas coisas precisam ficar enterradas, e certas pessoas querem a todo custo manter tudo do jeito que esta.

Uma coisa incrível nesse livro, é a capacidade que o autor tem de criar personagens terrivelmente carismáticos, e que todos eles são mentirosos de alguma forma e te enganam o tempo todo, varias vezes eu senti pena dos personagens errados e depois fiquei com aquela cara de "mas uehh, como assim??" e quanto mais fundo vamos chegando a historia, pior vai ficando e mais assustadora ela vai se tornando.

"Será que isso teria mudado tudo? Sua mãe poderia estar viva agora? Seu pai seria apenas alguém que havia passado por uma fase difícil, em vez de um assassino fugindo da polícia ou, pior, um assassino caçando a filha sobrevivente?"

Com um final incrivelmente chocante e um enredo espetacularmente marcante, é uma leitura de prato cheio para quem gosta de um bom suspense, e acreditem, ele tem tudo pra se tornar um dos favoritos de vocês.

E é só por hoje seus lindos!
Bjoos e até breve <33
#Lih_Maria

terça-feira, 3 de maio de 2016

#Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens

Heey seus lindos tudo bem?? Como passaram fim de semana?? E o resto do mês também??
Eu sei, eu sei, estou sumida, mas olha eu aqui de volta..atrasada mas aqui!!
Enfiim, bora pra resenha de hoje, que na verdade foi feita em parceria com a Carol do My Livro Preferido, então, ela esta postada aqui e lá também \O/
Com vocês: Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens

Titulo Original: Simon vs. the homo sapiens agenda
Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca

"Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.
Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.
Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.
Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos."


Nossa... Este livro tem tantas coisas para falar sobre as emoções do personagem principal e eu não sei o que dizer! 

Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens nos lança na vida relativamente normal de Simon Spier. Simon ama comer Oreos, ouvindo Elliott Smith, fazendo referências a Harry Potter ... e aos meninos. Mas nem todo mundo sabe sobre essa última parte. Simon tem 16 anos e é gay, e a única pessoa que sabe disso é Blue. Blue é o pseudônimo de um menino - misterioso, na dele e preservado - da escola, que Simon tem conversado por email.

Devido a certos eventos (SEM SPOILERS), Simon está sendo chantageado, e agora ele tem que tentar manter Blue e ele no própio "armário". E Simon se apaixona por ele. 

O problema é, o que ele pode fazer sobre isso, quando Blue poderia ter passando por ele todos os dias na escola sem saber? E se ele já conhece o Blue?

Desde o começo fica aquele mistério para saber quem é o Blue. Me senti lendo os livros de mistérios/policial do Harlan Coben - onde fico tentando descobrir quem é o vilão e o mocinho -, mas acaba por ser outra coisa, completamente diferente, Blue não é bem aquela pessoa que mostra ser...  

"Ele falou sobre como você pode decorar os gestos de uma pessoa, mas nunca saber o que se passa dentro da cabeça dela. E ter a sensação de que todos somos como casas com aposentos enormes e pequenas janelas."

Existem outros personagens muito importantes para Simon, seus melhores amigos, Leah, Nick e Abby, que Simon sente vontade de falar o tempo todo sobre o seu segredo.

Não há grandes reviravoltas, nenhum drama maior, aventura ou morte. É simplesmente sobre Simon crescendo, tentando navegar no mundo da escola, família, amigos e a ele próprio. Como estamos em sua cabeça constantemente, vemos os julgamentos sobre as pessoas que ele faz, durante todo o tempo se preocupar em ser julgado. Mas isso é porque ele tem um caráter autêntico lutando para dar sentido de si mesmo tanto para ele, quanto para todo mundo. 
Eu também gostava de ver algo raro no YA: uma relação brilhante entre um adolescente e seus pais.

Já alerto que este livro é muito honesto e sem censura, então se você não está confortável com livros sobre personagens gays, então talvez este livro não é para você. Maaaas, se você não liga pra essas coisas e AMA livros assim, então eu definitivamente sugerir pegar este livro e devora-lo, pois ele está muito bem feito e lhe garanto muitos momentos adoráveis e um monte de risadas.

E é só por hoje amoores, é um livro que merece ser apreciado ao minimo e de uma sensibilidade que é impossivel não amar <33
Bjoos amoore e até breve!

terça-feira, 19 de abril de 2016

#O Senhor das Moscas

Heeey seus lindos tudo bem?? Como passaram de fim de semana??
Espero que tudo bem.
Então, aproveitando o clima politico que estamos vivendo, eu trago hoje para vocês a resenha de um livo extremamente marcante e de uma profundidade politica que, apesar de seu ano de publicação, ela pode ser facilmente identificada nos dias de hoje, e como estra especial, a autora da resenha d hoje é a Larissa, minha amiga e estudante de Relações Publicas e faz tempo que também queria falar sobre este livro.
Então, para vocês: O Senhor das Moscas
Título Original: Lord of the Flies

Autor: William Golding
Editora: Editora Objetiva Ltda

"Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos - e por seus próprios desígnios - esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo pode, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Senhor das Moscas é um clássico moderno; um livro que retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano."

O trecho acima é apenas a transcrição da pequena sinopse presente no livro, e confesso que ao lê-la pela primeira vez não compreendi muito bem o que o editor quis dizer com “retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano”, mas após a leitura do livro e de muito tempo refletindo sobre o que acontece na história contada por um narrador onisciente, pude pensar melhor sobre isso.

"Como esperam ser salvos se não fazem primeiro o que tem de ser feito primeiro e não agem certo? 
Queremos ser salvos; e, sem dúvida, seremos salvos."

A narrativa começa pouco depois do acidente de avião, em que logo de cara somos apresentados à Ralph e Porquinho, cujo verdadeiro nome não foi revelado, ambos parecem dois meninos ingleses comuns de 12 anos, inclusive, Ralph já começa a interação num bullying com Porquinho legitimando seu apelido e rindo do menino. Nesse primeiro contato com os personagens, está praticamente explícito que alguns deles (os essenciais para a obra) e certos objetos possuem uma representação metafórica, Porquinho é claramente o menino inteligente que representa a razão. Os dois então saem em busca de outros possíveis sobreviventes quando Ralph encontra uma concha e, enquanto brinca de assoviar com ela, dá a Porquinho a ideia de produzir um som capaz de reunir os meninos que poderiam estar espalhados pela ilha, à medida que Ralph assovia, os meninos vão surgindo. A partir daí, somos apresentados a todo o grupo que estava presente no avião, os gêmeos Sam e Eric, Johnny, e vários outros cujos nomes não são citados, até porque a participação deles na obra é bem simbólica.

Pouco depois o grupo de Jack Merridew se junta aos meninos e não é preciso ser muito analítico para perceber a essência de Jack, sempre muito autoritário, intolerante e até violento com seus companheiros. Ralph e Jack são praticamente opostos, enquanto o primeiro quer curtir a ilha e aproveitar o tempo sem adultos por perto ao esperar pelo resgate (e ele realmente acredita que alguém sentirá a falta deles e virá resgatá-los) o segundo quer coordenar e planejar a vida na ilha porque de certa forma, não  acredita tanto quanto Ralph que serão salvos e, por isso, prefere se acostumar com essa nova condição. O grupo decide que é preciso um líder para organizar as tarefas, entre Ralph e Jack, a maioria vota em Ralph, a metáfora da democracia em pessoa, pois ele não é exatamente o exemplo Disney de bom menino e nem sempre faz o que é “bom” mas sempre age de acordo com a vontade da maioria no grupo. 

A primeira decisão de Ralph tomada como líder (é preciso abrir um parênteses aqui para ressaltar que a ideia foi do Porquinho, como sempre) é acender uma fogueira no ponto mais alto da ilha para que qualquer navio que passasse, pudesse ver a fumaça produzida pelo fogo. É interessante ressaltar que ao mesmo tempo em que os óculos do Porquinho são usados para fazer a fogueira, também representam um estado de legitimidade. O grupo de Jack passa a assumir função de caça e portanto, produção de alimentos. Porém, uma das metáforas mais significativas que caracterizam o totalitarismo representado pelo garoto, está presente no momento em que ele mata um porco selvagem, pois é como se ele estivesse perseguindo e matando a democracia (para quem prestou atenção quando falei do Ralph já consegue ter mais ou menos uma noção do que vai acontecer no desenrolar da história). A partir desse ponto já podemos ficar perplexos e atentos aos próximos acontecimentos. Tudo caminhava razoavelmente bem, sem grandes problemas ou impasses, até que  numa noite de vigia à fogueira, os gêmeos, Sam e Eric, avistam uma figura estranha que acreditam ser um monstro, dando origem à boatos que começam a desestabilizar o grupo. 

Um símbolo importante da história é o monstro que também parece habitar a ilha, esse “monstro” representa a propaganda e os boatos, o fato é que com o passar do tempo os meninos começam a desacreditar no resgate, à essa altura um dos meninos já havia desaparecido misteriosamente, e o medo assim como a insegurança passam a ser sentimentos frequentes dentro do grupo. Como maneira de se proteger do monstro, Porquinho sugere a construção de cabanas para se abrigarem e, embora fosse uma ótima ideia, acabou por ser o ponto de ruptura entre os grupos de Jack e Ralph.
Acho que não é preciso me aprofundar mais na história porque espero ter despertado um pouco da curiosidade de vocês sobre a obra. 

E é só por hje amores <33
Bjos e até breve!!
#Lih_maria e #Larissa

sábado, 9 de abril de 2016

#Artistas dos Ossos

Heey seus lindos tudo bem?? Como passaram a semana??
Eu ainda tenho mais uma semana de provas, mas passei aqui só pra deixar resenha nova pra vocês só porque não me aguentei, precisava muito dividir com vocês.
Um episodio da serie Asylum: Artistas dos Ossos.

Titulo Original: The bones artists 

Autora: Madeleine Roux
Editora: V&R

"Oliver é um adolescente que tenta economizar dinheiro para ingressar na faculdade e deixar para trás a loja de antiguidades de sua família. Mas para garantir seu sonho ele começa a trabalhar para uma organização sinistra, que se denomina “Artistas de Ossos”. Bem, mas dinheiro é dinheiro. Abrindo sepulturas e roubando ossos, ele aceita a missão pensando que isso seria uma fase momentânea, mas descobre que abandonar essa empreitada pode ter um custo muito alto, pois existem algumas dívidas que não podem ser pagas. Assim Artistas dos Ossos é um puzzle importante que faltava para os fãs da série Asylum."


Geeente, pra quem gosta de um bom suspense cheio de misticismo e aquela dose de terror puro mesmo, daqueles de causar calafrios, então tenho aqui em, menos de 100 paginas o livro certo.
Apesar de eu não ter lido a serie Asylum, não falta elogios pra ela e agora já sei que os livros estão na minha lista de desejados.
Com um enredo muito rápido e uma historia que em poucas paginas causa o medo e aquela sensação incrível pra quem ama um bom terror, sem falar que o cenário não podia ser mais perfeito.

Passado em Nova Orleans, Oliver acaba de receber a noticia que mais esperava, e que é sua saída de seguir nos negócios de antiquário de sua família e também conseguir iniciar uma vida. Mas existe um problema nos planos dele, que é a falta de dinheiro, então pensando em contornar essa situação sem precisar da ajuda de seu Pai, que seria totalmente contra essa ideia, ele e seu melhor amigo Micah, começam a fazer pequenos serviços para uma misteriosa mulher da cidade, que sempre tem os pedidos mais estranhos, mas já que o dinheiro é muito, porque recusar?

Mas não demora muito, as coisas ficam verdadeiramente assustadoras quando um novo pedido dela chega e os dois se veem dentro de uma tumba e a missão nada mais que roubar os ossos de um tumulo local!


E é ai que as coisas verdadeiramente saem do controle, já que ambos são vistos fazendo o serviço e agora Oliver esta tomado pela cupa pelo roubo e o pior, coisas ruins começam a acontecer com ele e Micah e começam a atingir todos ao redor deles.

O livro circula em torno deste mistério que é a verdadeira intenção dos Artistas dos Ossos e o porque do uso de ossos. Coisas verdadeiramente ruins acontecem e tudo parece mais uma grande punição quando Oliver finalmente decide dar um basta em tudo isso, mas também, parece que o dinheiro que ele recebeu antes tem seu preço a ser cobrado e tudo isso é feito de maneira assustadora.

Gente é um livro curtinho, então a resenha não da pra ser muito longa se não acabo com toda graça da leitura. Mas acreditem, se preparem para momentos de tensão.

E é só por hoje amoores!
Bjoos e até breve <33
#Lih_maria

terça-feira, 5 de abril de 2016

#Deserto de Ossos

Heey seus lindos tudo bem?? Como passaram Pascoa e tudo mais??
Geente sumida eu sei, mas olha eu de volta aqui \O/
E trazendo resenha novinha pra vocês, de um livro extremamente emocionante: Deserto de Ossos.

Titulo Original: The Sandcastle girls
Autor: Chris Bohjalian
Editora: Companhia Editora Nacional

"Em 1915, o massacre de milhares de armênios perpetrado pelos turcos tingiu para sempre as areias do deserto sírio com o sangue e os ossos de uma civilização inteira. Em meio a esse cenário desolador, Armen Petrosian, um jovem engenheiro armênio que perdeu a esposa e a filha, e Elizabeth Endicott, uma rica jovem americana, se apaixonam. Mas antes de assumir o que sentem, eles se separam quando Armen se alista no exército britânico e Elizabeth vai trabalhar como voluntária. Ambos testemunharão atrocidades que os marcarão para sempre antes que possam se reencontrar. Quase um século depois, às vésperas do centenário do genocídio, a neta do casal, Laura, embarca em uma jornada pela história de sua família, descobrindo uma história de amor, perda e um delicado segredo que ficou soterrado por gerações."

Uhnn, eu tenho uma relação de carinho e raiva desse livro. O carinho é pela historia de amor em meio a um evento histórico que grande parte nunca nem ao menos ouviu falar e que quando eu fui buscar mais sobre, achei tão pouca informação que não tinha como não ficar chateada.
E foi isso que me deixou bem brava com a leitura. Algumas coisa por falta justamente dessa informação ficou a deriva e acabou sendo uma leitura frustrante e enriquecedora ao mesmo tempo.

Passado durante a Primeira Guerra, no meio da areia do deserto, mais de um milhão e meio de pessoas morreram sem que ninguém tenha visto e todos armênios e enquanto temos dezenas de registros sobre as vitimas do Holocausto, dezenas de livros de historia contando sobre este evento, esse genocídio contro os armênios nunca ganhou destaque em lugar nenhum, a não ser nos descendentes deste massacre dos turcos contra principalmente, mulheres e crianças mortas no meio do deserto.

“A resposta curta para aquela primeira pergunta – Como um milhão e meio de pessoas morrem sem que ninguém saiba? - é realmente muito simples. Você as mata no meio do nada.”

O livro é narrado por Laura, que é neta de um dos sobreviventes do genocídio e ela intercala a historia com suas lembranças de infância e juventude tentando intender o que la nunca viu de verdade em uma unica aula de historia e o porque de sua família evitam este assunto.
Laura conta então a historia de seus avós, que ela só conheceu de verdade a historia deles pelas cartas que eles trocavam quando jovens e também pelos registros no diário de sua avó, que era americana e que em meio a guerra esta trabalhado como voluntaria para ajudar os armênios refugidos e acaba conhecendo um em especial que muda sua vida para sempre.

Elizabeth Endicott foi para Alepo com seu Pai, para ajudar como voluntaria em meio a guerra, mas mesmo assim, o numero de mortos só aumenta e o trabalho se torna cada vez mais e mais difícil, emocionalmente torturante e devastante para todos em volta. Ela também esta lá para poder ser uma testemunha ocular de todo o massacre e deve registrar cada atrocidade para poder ajudar a Instituição ao qual ela trabalha a arrecadar mais fundos para ajudar as pessoas.
Apesar de Elisabeth ser uma mulher forte, inteligente e de um coração incrível para ajudar as pessoas, varias vezes ela acaba se curvando a dor de tudo que esta acontecendo e é impossível não quebrar junto com ela, o que rendeu varias e varias lagrimas.
E apesar de tudo, ela acaba conhecendo alguém por quem seu coração ira bater mais forte e principalmente, ira salva-lo de diversas maneiras que ela nem faz ideia ainda.

“Enquanto ela sobe a escada escura para o seu quarto, acha interessante que o pai tenha considerado que a filha havia correspondido à atração que os soldados alemães pareciam ter sentido por ela. Mas até aí, talvez Elizabeth não devia estar surpresa. Eles eram altos e loiros. Ainda assim, a verdade era que ela não havia pensado muito naquela dupla. Ela havia pensado quase somente no armênio.”

Armen é um armênio sobrevivente, que é engenheiro e como sabe falar inglês, conseguiu ficar próximo aos soldados aliados. Ele esta cheio de cicatrizes por dentro e por fora também e esta em busca de qualquer maneira de vingança contra os turcos. E mais importante que isso, ele procura qualquer informação sobre o paradeiro de sua esposa e sua filha.
Armen é um personagem construído pela guerra, assombrado por tudo que ele viveu durante as lutas e depois com tudo que esta acontecendo com seu povo, ele agora vê sua cidade natal completamente destruída e transformada em uma cidade fantasma e esta assistindo seu povo ser completamente massacrado pelos turcos.

Quando Elizabeth e Armen se conhecem acabam se tornando amigos e parece inevitável o romance entre os dois, mas não fácil e muito menos um romance perfeito, já que ambos lutam contra fantasmas cridos pela guerra e mesmo assim, o amor é algo que ajuda os dois quando mais precisam.

Apesar de ser um livro de ficção, não deixa de ser cheio de verdades e detalhes sobre o massacre e algumas passagens são incrivelmente dolorosas d se acompanhar, principalmente quando são contadas por Hauton, que é uma criança sobrevivente e mais que isso, ela é uma testemunha de  tudo de mais terrível que aconteceu e mesmo assim ela se mostra muito mais forte do que sua aparência frágil mostra e ela conta sua visão de guerra por um olhar infantil e não podia ser mais tocante.

“- Uma caverna fora da cidade. Eles as conduzem para dentro e então fazem uma fogueira na entrada. As crianças morrem sufocadas lá dentro. […] Há pouco espaço no orfanato. E os turcos podem insistir que eles fechem, de qualquer jeito. […] Sim. Afinal, por que se preocupar em matar os adultos se você vai permitir que a próxima geração viva? Não faz sentido.”

É uma leitura extremamente reflexiva e emocionante e que prometo, ninguém vai se arrepender e com certeza vai querer saber mais sobre esta passagem histórica, que é tão claramente e tristemente ignorada.

E é só por hoje amores!
Bjoos e até breve!
#Lih_maria